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sexta-feira, 25 de novembro de 2011



Um Lembrete

Tive de mudar alguns horários na minha rotina de trabalho e me perdi um pouco nos horários da medicação.

O fósforo subiu devido a esse descontrole de cálcio principalmente.

As costas, pernas, juntas em geral ficaram totalmente travadas.

As caminhadas não ajudaram muito não.

Estou tentando me adequar aos novos horários e aparentemente já estou melhor.

Estou ficando velho e ando meio enferrujado. Um abraço. Edson.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Hemodiálise


Um ano e meio em CAPD, terceira peritonite. Achei que esta seria simples como a segunda, mas não foi bem assim. A cada troca, parecia estar infundindo fogo no meu peritônio. Pseudomonas é barra. Andei “curvado” bastante tempo ainda depois de retirar o tenckhoff. Meu anjo, minha mãe, foi literalmente meu apoio. Uma fístula, a única, outro cateter até sua maturidade. Com cara de japonês, desmaiei kk. Creio que essa foi à única vez. Lembro do Dr. Marcio trabalhando para conter a hemorragia. Bons tempos. Meu medo era tanto que não pude perceber a grandiosidade daqueles pequenos atos. Iniciei na Hemodiálise. Que vergonha, 5 quilos na primeira sessão, a chamada de atenção foi inevitável... Também, merecia aquele churrasco na casa da mãe. Cada caso é um caso, e no meu caso a hemodiálise me trouxe uma qualidade de vida melhor. Passei a ir pra casa todos os finais de semana. Meu médico me ajudava toda sexta feira para que eu pudesse fazer a viagem pra casa... Sem estresse, sem usar sua ajuda como moeda de troca. Aguardei uma vaga num centro de diálise mais próximo de casa. Chegou a hora... Transferência... Uma nova etapa.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Fevereiro, 1998



Fui encaminhado por mãos divinas àquela clínica. Só pela lembrança, um nó na garganta aparece. Não poderia ter sido melhor guiado. Uma equipe que me acolheu fraternalmente e me instruiu. Me expondo possibilidades e estimulando a pensar sobre toda a situação. Somente hoje consigo perceber a fundamental importância daquele momento. Não vou citar aqui os nomes daqueles que foram importantes pra mim naquele momento, pois seriam muitos os relacionados. Mas todos estão na minha lembrança e meu coração.
Agradeço a minha família por ficar a meu lado nesse momento.

Infundindo uma solução límpida e drenando um líquido de aspecto turvo que indicava haveria dias ainda não muito agradáveis, dias difíceis naquela UTI. Uma infecção peritoneal que insistente, teimou, adiando o CAPD (Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua).
Depois de outras tantas etapas vencidas, enfim, retornei pra casa.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Janeiro, 1998


Outrora havia dito a minha família que gostaria de levá-los a praia. Eu mesmo já estava muito precisado disto. E nesse instante minha vida tomava um rumo inesperado, tampouco cogitado em meus pensamentos. Praia agora, como?

Estava internado para maiores exames e confirmação do consumado, a falência renal.

Iniciei, naquele domingo, DPI (Diálise Peritoneal Intermitente). Cada etapa pra mim foi realmente difícil.

Após a “alta” médica, ingenuamente acreditei estar em condições de retomar as rédeas da minha vida. É claro que muito havia por transformar-se. A partir dali, muito aprendizado.

A praia? Depois de dialisado e antes de retomar o tratamento, peguei os meus e fomos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

1997, Dezembro

Natal... antes disso não havia sentido nada, pelo menos não tive maturidade o suficiente para perceber os sinais que meu corpo insistia em me dar. Sou um cabeça dura, deixo sempre minha saúde pra depois. Apesar dos conselhos fraternos me alertarem que eu deveria procurar um médico, pois minha aparência não era mais de uma pessoa saudável, tive medo. O Natal que pra mim é uma data muito feliz e especial, esse pra mim foi cinza. Nada parava no meu estomago, meu intestino estava totalmente desarranjado, minha cabeça parecia que ia estourar em qualquer maior esforço. Logo a seguir vieram os vômitos, cedo antes do trabalho era inevitável. Outras tantas coisas que só vestindo a pele pra saber.